Uma das épocas singulares no tempo litúrgico da igreja católica é a Quaresma. É um tempo de preparação para a celebração da Páscoa do Senhor. É um convite ao arrependimento e à conversão. Quaresma é “o caminho que leva ao lugar do coração”. Todos os caminhos nos conduzem a uma meta...neste tempo Santo, o nosso olhar fixa-se no caminho para o Calvário. É aí que queremos chegar. Por isso, ‘colocarmo-nos a caminho’ e ‘predispormo-nos’ para escutar atentamente a voz interior da nossa consciência e desfrutar a Palavra do Senhor que nos conduz ao longo deste tempo litúrgico. “A Quaresma é o tempo privilegiado da peregrinação interior até Àquele que é a fonte da misericórdia. Nesta peregrinação, ele próprio nos acompanha através do deserto da nossa pobreza, amparando-nos no caminho que leva à alegria intensa da Páscoa” (João Paulo II, mensagem para a Quaresma 2004) A Quaresma é um tempo no qual somos convidados a parar; para revermos com verdade a nossa maneira de ser, a esforçarmo-nos por descobrir qual é a vontade ou o projecto que Deus tem para cada um de nós. Mais do que preocuparmo-nos em como fazer (simples atitude de repetir actos ou gestos que, muitas vezes, acabam por ser superficiais, sem nenhum tipo de compromisso pessoal), se calhar é importante perguntarmos pelo porquê do conjunto de «rituais» que adoptamos, ou em função do «cumprimento das normas», ou com a intenção da nossa permanente atitude de conversão. O deserto que sua santidade João Paulo II menciona aqui; é entendido como lugar, espaço físico-geográfico em que o Homem é chamado a viver a dialéctica da felicidade e da desgraça, da verdade e da falsidade; e a procurar a harmonia que, no seu dia-a-dia, se vai consolidando, com a consciência de nem sempre realizar o que se propõe alcançar. Os Quarenta dias da Quaresma que iremos saborear neste tempo litúrgico significam, por sua vez, a totalidade da nossa existência, a vida vivida inteiramente inserida no devir do tempo, plenamente absorvida pelos acontecimentos, progressos e recuos que constituem a história pessoal cada um. Ao longo destes quarenta dias, a Igreja propõe de modo especial alguns gestos que cada um possa fazer como a atitude de conversão, tais como Jejum, Esmola e Oração. O JEJUM «O JEJUM» tem como finalidade o amor de Deus e o abandono ao Pai. O verdadeiro jejum transforma-se no puro acto de amar. O jejum é uma permanente atitude de alteridade, isto é, busca ininterrupta de diferentes formas de sair/ ir ao encontro, numa atitude de humilde e de reverência, não como quem se impõe aos demais, mas como quem serve. “O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo” (cf. Mc 12, 31). (Bento XVI, mensagem para a Quaresma 2011) A ESMOLA «DAR ESMOLA» significa, antes de mais, sair ao encontro de, entrar em relação com, escutar o outro para conhecê-lo bem...sem o conhecimento do outro, mais difícil se torna a partilha e, consequentemente, a entrada na comunhão. A atitude de quem oferece/dá tem de ser radicalmente prudente, comedida, ponderada. Porque quem está disposto a «dar», precisa também de perceber se o outro está em condições de «receber» a oferta. Praticar a caridade não é um simples acto de «dar». A caridade é fruto do amor de Deus em nós e, por isso, deve ser saboreado/provado com gozo, simplicidade e humildade. “ No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.” (Bento XVI, mensagem para a Quaresma 2011) A ORAÇÃO «A ORAÇÃO» brota da escuta da Palavra. Para que a nossa oração não seja palavreado, tem de se alimentar no silêncio. ‘como é bom sentir que Deus vem ao nosso encontro! ‘ Deixemos, então, que ele nos encontre nesta Quaresma. A ORAÇÃO torna-se assim num movimento de encontro ascendente e descendente do Deus, dador da vida e da comunhão, com o homem, criado e chamado à comunhão com Ele. Rezar é também colocar-se na presença de Deus, numa atitude de confiança filial e de radical entrega nas mãos daquele que por nós tudo ofereceu; é estar a sós com Deus. “Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciámos no dia do Baptismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de facto, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que «as suas palavras não passarão»” (Bento XVI, mensagem para a Quaresma 2011) Assim, estaremos capazes de viver uma Quaresma agradável aos olhos de Deus e favorável à «nossa realização», como filhos e filhas queridos por Deus. Afmend ofm ______________________________________
domingo, 13 de março de 2011
Quaresma: tempo de peregrinação interior
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Afmend Sarmento
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sábado, 5 de março de 2011
O silêncio e a solidão
Saindo da Sinagoga, foram para casa de Simão e André, com Tiago e João. A sogra de Simão estava de cama com febre, e logo lhe falaram dela. Aproximando-se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. À noitinha, depois de sol-pôr, trouxeram-lhe todos os enfermos possessos, e a cidade inteira estava reunida junto à porta. Curou muitos enfermos atormentados por toda a espécie de males e expulsou muitos demónios; mas não deixava falar os demónios, porque sabiam que Ele era. De madrugada, ainda escuro, levantou-se e saiu; foi para um lugar solitário e ali pôs em oração. Simão e os que estavam com Ele seguiram-no. E, tendo-o encontrado, disseram-lhe:«todos te procuram.» Mas Ele respondeu-lhes: «vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de pregar aí, pois foi para isso que Eu vim.» E foi por toda a Galileia, pregando nas Sinagogas deles e expulsando os demónios.(Mc 1, 32-39)
Este texto mostra-nos como a vida de Jesus era muito dinâmica e activa, sempre disponível para ajudar quem vinha ter com Ele. Porém, no meio de tanta actividade sabe-nos bem escutar a frase de madrugada, ainda escuro, levantou-se e saiu; foi para um lugar solitário e ali se pôs em oração.
É uma palavra repousante. Depois de muitas tarefas e de confraternização, Jesus tem um tempo para a solidão e para o silêncio.
No lugar deserto, Ele encontra a coragem para fazer a vontade de Deus, não a sua; para realizar as obras de Deus e não as suas. É no lugar deserto onde Jesus inicia a sua intimidade com Deus.
De algum modo sabemos que sem esse deserto, estamos perdidos; sem silêncio as palavras perdem sentido e os nossos gestos vazios.
Todos nós, em algum momento da vida, sonhamos realizar algo importante, sermos valorizados por quem vive à nossa volta, tentamos criar uma boa imagem, mas no fundo, sentimos um a grande insegurança. Vamo-nos tornando aquilo que achamos que os outros querem que sejamos. E assim, quando as nossas acções são expressão mais de medo que de liberdade interior, tornamo-nos facilmente prisioneiros das ilusões que nós mesmos criámos.
Jesus quer que sejamos pessoas com liberdade interior. É no deserto que essa liberdade se fortalece. Na solidão descobrimos que ser é mais importante que ter e que valemos mais que o resultado de nossos esforços, que procuramos fazer a vontade de Deus, dizer as palavras de Dele, amar como Ele ama. Deus-Pai é a nossa referência e não o mundo.
Um carpinteiro e seu aprendiz caminhavam juntos por uma grande floresta. Quando encontraram um belo carvalho, alto, imenso, nodoso e velho, o carpinteiro perguntou ao aprendiz:
- sabe por que é que esta árvore é tão alta, tão imensa, tão nodosa, tão velha e tão velha?
O aprendiz olhou para o patrão e respondeu:
- não por quê?
- Bem, disse o carpinteiro, porque ela é inútil. Se fosse útil, teria sido cortada há muito tempo e transformada em mesas e cadeiras, mas, por ser inútil, cresceu tão e tão bela que podemos nos sentar à sua sombra e descansar.
Como comunidade de fé, lembramos constantemente uns aos outros que formamos uma fraternidade dos fracos e de loucos aos olhos do mundo, mas compreensível para Aquele que nos fala nos lugares de desertos da nossa existência e nos diz: “tu és o meu filho muito amado”
O texto depois de dizer que Jesus orava na solidão, diz também, depois de seus discípulos o terem encontrado:« vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de pregar aí, pois foi para isso que Eu vim.»
As palavras de Jesus que anunciava eram as de seu Pai. Mais tarde, sabemos que essas palavras o conduziram à morte. Porém, o Pai ressuscitou-o e deu-lhe a verdadeira vida. Talvez tivesse sido mais fácil para Jesus seguir corrente, agradar aos seus contemporâneos e evitar a humilhação e a tortura, Ele era livre de escolher e preferiu dar a vida, que vender a sua liberdade pela aceitação da multidão.
O mais importante não é o que as pessoas dizem de mim, dos meus fracassos... mas a vida que brota do diálogo com o Pai, que me aceita, me ama e me confia o seu reino.
Este texto convida-nos a viver a vida em plenitude, sem esquecer de nos levantarmos pela madrugada e nos dirigirmos para um lugar deserto para estar sós com Deus.
Afmend OFM
________________________
Cf. NOUWEN, Henri J. M; o fruto da solidão, Edições Loyola, São Paulo. Brasil,2000
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Quo vadis, Afmend?
Introduction
“The life is not a direct corridor and easy to cover which we can walk freely without limits but a labyrinth with different passages, through of which we have to seek our way; lost and confused, where sometimes finished by going to blind alley. But if we have faith, Lord always open to us a gate, perhaps not that one our selves had been planed, but a gate which by His essence will prove be good for us” (A.J. gronin)
The contemporary culture which lost the concept of person equally lost the maturity of person. Sometimes, I see my life as something vacuum without value, although this life is the best gift given by God. Therefore, I want to give a value to a little events happened that marked my daily life and the main thing I try to answer these questions; who am I? Where I came from? Why I am here and where am I going? So ever since, I try to give thank for this miracle before I will celebrate the silver party of my birth or twenty fifth anniversaries
For 25 years old, oh my God, I don’t like to grow old! How wonderful this life although every day I must face many challenges, neither good nor bad experiences: happiness-sadness, love-loveless ness, courage-discourage, successful-unsuccessful, brave-fear…etc! Yes, this life like rose, it is beautiful and scented but surrounded by thorns. Those experiences are the based of my future. So I just want to describe this gold personal history like relic because this year is “thanksgiving” for 25 years my existence in the world.
The first sheet: My personal history
In the history of life human being is an emigrant; the pilgrim “of being”. Where just from the past can take any light for future because histories of the past dispose a way: take into consideration that the past will bring the daylight from the experience of life had realized and that inevitable limits the map of experience in the future.
I. My genesis
Once upon a time, two cells gathered to create the only one being in the universe: Afonso Sarmento Mendonça. Those cells were not coming vacuum, but full of genetics information. Every one brought in him a history; history of my father and the other side history of my mother.
At the time when they were meeting, Lord inspired into them blowing of the life and an explosion of light happened. My body was growing include the genetics information of my parents were making combination and defining my body - the color of my eyes, hair and skin, my mind with his temperaments, aptitude, ability…etc! So my body was defining mainly body, mind and spirit.
For 9 months I was in the breast of my mother, with her maternal loving care: I am the only one for her. Thank God I was born safe and sound! In that time I was cry because I found a new surrounding while my parents were very happy, Lord gave to them a precious gift: a child. Ever since, I began my personal history.
II. My childhood
That child was named “Mau Kafir”, traditional name which means shepherd. So when I was a child, every day I did my job like shepherd the cows in the forest. In 20th of May 1986, fourth months later, I was baptized by Father Eduardo Brito: “Afonso Sarmento Mendonça, I baptize you, in the Name of the Father, of the Son and the Holy Spirit”. From then on I won a name; by then Seloi Craic became a place for my family atmosphere. There where the place I was born and lived as I growing up. I was starting my childhood there. It was very happy to enjoy my childhood because when I was a child I could find toys everywhere but sometimes I did not enjoy it because I always falling ill.
My illiterate world was break down in the
For 3 years I was studying in Saint Mary Junior High School of Seloi. Here, I had been starting to study English and Portuguese, more over, I got the chance to correspondence with many friends from
III. Seminary Ainaro to Minor Seminary Balide
In 22nd of September I entered the Seminary Ainaro. It was the first time for me to leave my family. I gave a new step to my life.
The first trimester was very difficult for me; timid, fear, shy…etc! There, I found many experiences of life neither good nor bad. With the help of the formatters I studied to be a good boy, learned to develop my aptitude; I found my self as a very sensible and responsible being. I tried obeying the rules of the college. Here I found my way; where I must give response day by day along my life towards His calling, because I realize that He really calls me by my name. Be worth it for 3 years I navigated in that amazing place.
For 3 years I was studying in Saint Mary School Ainaro. My teachers were very nice so do my classmates. My daily activities were studying, working and praying. «Ora et Labora». Day by day I slept-woke up with note book because “book is my first girlfriend”. Thank God for 3 years I always got good result although I was not a brilliant pupil or the best student. At the last, I finished my studying in that amazing place with the best value in 2006 National Examination (Exame nacional do ano lectivo de 2005/2006).
I passed the entering test to the Minor Seminary Balide, Dili, before we did national exam. In 23rd of September 2006 I entered the Seminary. At that moment, a seminarian have to fill in three triangles namely, sanctitas, sanitas, sciencia (sanctity, health, science). In the first trimester I was filling all kinds of tests. Like a seminarian I must study hard to get good result just not the value but also to live it, a good life-living result as Latin prose says “non scholae sed vitae discimus.”
In second trimesters I had to leave it because my health was not so good; I fell ill. I just surfed there for six months. When I had left Seminary many people were mocking me by saying « you are cut out from being a seminarian, why did you go to seminary? You just embarrassed yourself? ». With tears running down from my eyes I said to them:” yes, I cut out from being a seminarian”.
Did I learn anything good along those chances? I did not understand anything but I got the best experiences in building up my life to become a better person.
For 6 months I just stayed at home, therefore, I almost cry every day when I saw my classmates were going to study in university.
I lived my life as a farmer; worked in the rice field, coffee field…etc! I always get involved in the political campaign because there were so many chances for dancing and meeting friends, it was a great entertaining.
I was bargained by NGO (Non Government Organization from
The second sheet: Experience of life
For several months ago, I wrote in my note-book:
I am the captain of my soul.
I am the captain of myself.
I am the captain of my future.
It is true but I can not do anything without interaction of “God and others”; my parents’ helping, my teacher, close friends, surroundings and cultures support my personal growth. The man is a social human being “homo homini socius” so by human relationship I trip from my selfish world and open the door of my world to others around me...I try it for 9 years since Seminary Ainaro till now
I. Convent Fatuberliu (three bothers)
I did not think that I would return to become a seminarian. One day as I went to attend the presidential election campaign my cousin asked me:“do you want to be Franciscan?” Immediately, without thinking too much, I answered: yes, I do! But I don’t know where their convent is? He leaded me to Franciscan convent. After getting all the information I had to prepare myself for the initiation test. It was very difficult, so some brothers of my batch did not pass, we were 17 persons.
In the 22nd of September 2007 I entered the Franciscan convent in Fatuberliu (a sub-district of Same located in south coast of
On the 30th of September 2007 I was integrated into Franciscan Order as postulant. The opening ceremony was held in the chapel of the convent of “Three Companions”, Fatuberliu. In that ceremony we received a TAU (Franciscan cross), Bible and wore the postulant habit. My life was marked with this message: “Afonso, try to be a good postulant”.
We were always active in the Parish categorical groups such as scout, altar boy, Franciscans youth, etc.! During this one year period we organized some events which marked my personal experience very much in Fatuberliu. We celebrated youth day or memory of the 12 of November where many Timorese young people were massacred in the
We (Postulant and Franciscan youth) went for a concert in the Alas Parish; the postulants were very professional in touching guitar and drum band. In the later day, we played football and volleyball against young people from Alas; it was pity for us because we were defeated by them in both games with score for football 2-3 and Volleyball. On our way back, it was happened to us an amazing event; people of the villages though that we are “ninja” so they wanted to attack us with traditional guns named”rama ambon”.
We were very happy although sometimes we worked hard for all day until forget to take lunch; one day a brother gave a shout:”Oh my Lord, is it temptation or torture?”
For a month we had to work really hard: painting wall, windows and doors… etc! Our daily activities were working in the construction of the new convent.
Finally, on the 3rd of October 2008, “servus pacis” was inaugurated by Bishop Alberto Ricardo. There was present Br. Ambrosio Nguyen Van Si as the General Definitor of the Order of Friar Minor for Asian-Oceania, Br. Vitor José Melícial Lopes, OFM, delegation of the General Minister for Saint Anthony Foundation of East Timor and Br. Paskalis Bruno Syukur, OFM, provincial minister of the province of St. Michael the Archangel, Indonesia.
II. My utopian dream
When I was studying in primary School, I did not think that some day I would be flying abroad. When I saw many people from my town had gone to study in
Until one day, one of my cousins went to visit us before he would go to study in
In the course of time, my dream was not unreachable. Sometimes I said to myself: are you having a day dream or building a castle on the air, Afmend? Let bygone be bygone, it was just a dream but my wish was bigger; take it easy man. Don’t be disappointed because “where there a will there is a way”.
When I was in the Convent of Fatuberliu, suddenly, I heard good information: «5 brothers will go to study in
One day, I was called by
III. Flied: Timor-Portugal
“The time will be coming, don’t be sad! I have to go, but I will come back” I could not say anymore words when I glared to my parents’ face. My father answered: “you have to go…if it is impossible, this is your home”
Before we left our native land, with parents, relatives and closed friends we did the farewell ceremony in Becora. It was begun with the Eucharist which presided by
On the 29th of January at 10 am we got out from
The watch showed 3pm, when I saw Merpati air craft’s door was opened, with tears on the eyes just said “good bye” to my parents, brothers and sisters, several closed friends who were present there. In that circumstance I did not say anything, I could not speak with them, and the tears are my words. The airport was flooded with tears neither us nor them, that chance was hurtful for all of us.
When Merpati airplane (MZ 8498) flied from Timor Leste, perhaps anybody broke down. We arrived in
The later day, we took a little bit of the spare time to walk around the city of
From
IV. Leiria memory
The first time, we treaded in the Portuguese land, I was surprised when saw the new surroundings. I said to myself: will I be adaptable to the new environment?
There, we were picked up by Br. Moises OFM, Br. Pedro Santos OFM and 3 postulant brothers (Now temporary profession). We did our journey from
For the first trimester, I was conscious that I would begin again so I tried to put everything in order. I had to face “culture shock” because everything was new for me; every day I had to ask…ask and ask! The winter was like enemy for me: almost I did not get out from bed, also I did not study. In the church I could not pray or gave attention to mass. It was the first time for us to fell the winter season.
Thank God, we had 3 nice brothers whom always helped us.
For a year and half, I was ministering in “Fraternidade juvenil vocacional de Leiria”. There, I got many experiences in building up my life.
Day by day were appeared to us so many nice people. Finally, my utopian dream in Timor was not true; «Portuguese people is disagreeable» on the contrary
Along those chances, I had taken part in several activities which I found where marking my own history; those were the guns for my future.
- European Franciscan meeting
The first time for me took part into the second European Franciscan meeting (Euframe) in
For 6 days, we followed step by step the way of
Although it was summer time, we were very enthusiastic to follow the way of Saint Francis until Compostela. We had to climb the mountain; thirsty, hungry, tired, perspire… but we had spirit in the same way and destination: Franciscans charisma. We wanted to follow Jesus Christ like Francis of Assisi.
How wonderful was the catechesis of Cardinal Oscar A. Rodriquez Maradiaga. He said: «all of us really need three satellites in our life: bread of words - Gospel (El pan de
How nice was the homily from president of union of Friars Minors of Europe, Br. Victor Melícias, OFM. We have to be ourselves “universal Brotherhood “although we are different culture, race, color, social status, language or religion.
In the last was the message of Br. José Rodriguez Carvalho, OFM, the general minister of the Order of Friar Minor. He said: “Don’t be afraid to open the doors of your heart to Christ!” (No tengáis medo! abrid las puertas de vuestro corazón a Cristo) Then he advised: « Faite ver » (allowed your self to see).
All of us were invited to rebuild this world; annunciate the name of Christ, say to every body « Peace and Good – Pax et Bonum» and we have to be ourselves «Buen Camino Buena Gente - Good people good way ». We must to spread to the universe the values of the Gospel, especially giving our testimony about our Faith.
b. Taizé meeting
I was very happy moment when I attended the Taize meeting, realized in
We were invited to share our daily life like young based on the letter of brother Alóis: «the letter for
c. Portuguese course (Minho university, Braga)
The language is a door where we can see the world, which draw the limits of our thinking and felling.
We were following the Portuguese course «curso de língua portuguesa não materna» for a month in the
That course was fruitful of helping us to develop our Portuguese. We were very glad because all the teachers and classmates were very nice; they always prepared to help us when we had any difficulties. For those chances, we did field strip to: museum, castle…Etc. I hope that some day I will back to this alma mater.
d. The pilgrim: Franciscan Youth of
On the 6th of August 2010, at 9 pm, 50 young people took the way on direction to
a. Portiuncula
Portiuncula is the amazing place for Franciscan, Saint Francis died here. Every day we can see lost of people in that sacred place, mainly in the “pardon of
b.
The Sanctuary of Franciscan, here Saint Francis received the Stigma of Christ. The last day we took the way from
Both places are the best sanctuary for the Franciscan. I felt and experienced the taste of the Franciscan charisma, I very thankful because of this given chance to visit the holy land of Franciscan. Those were wonderful experiences for me before I entered into novitiate.
Conclusion
The famous Portuguese poet Fernando Pessoa said: God wishes, man dreams and born the fear. Human being is a dreamer; the megalomaniacs man always dream to transform the world: homo sapiens- create the fabulous culture of knowledge. Homo Faber- can transform the world full of wonder and pleasure. Those are the fruit of the human being dreams, the life without dream is sad.
Everybody has a dream. The question is “how” we can reach it? From my humble judgments these are the ways to find it.
The first: THINK- thinks about the values of life like.
The second: BELIEVE- believe in God and yourself and try to be an author of your personal history.
The third: DREAM- dream about the possible things based on your faith.
The fourth: BRAVE- brave to transform your dream into reality.
I ever had a dream when I was a child, although sometime my desire broke down but in the last my dream transformed into reality, just make an effort to reach my last step; to be happy.
To be happy is something which everybody wants to reach; if you want to become glad in the future ever since try to be an author of your personal history so I try to describe this precious history for my life.
«To be happy is recognizing that worthwhile live although all challenges, incomprehension and the period of crisis along the life. To be happy is leaving become victim of the problems and try to be an author of personal history» (Fernando Pessoa)
Prayer
Thank you oh Lord!
You created me by your image and similitude,
I am the only one and unrepeatable,
You deposited in my “being” all the human faculty:
Intelligent to understand,
Memory to retain,
Heart to ruminate
And ear to listen.
Thank you oh Lord!
How wonderful you created me;
I am a being:
Who capable to grow
To choose
To love and to be loved
I am sensible and responsible
I could happy or sad
Suffer or pain,
Those are my human nature.
Thank you oh Lord!
I count myself lucky for having a fantastic parent,
They cared for me since I was in my mother’s breast,
They always present in my quotidian life,
Daddy and mammy, thank you for everything,
Lord, I praise you for them.
Thank you oh Lord!
For the helping of my teachers, donators, close friends;
Who cross with me every day along my life
Who share with me the happiness and sadness, sufferings and pains
Who help me along my growing ways
They are the best gift given by you
By them I will be my own self.
Dear Lord,
I am an emigrant in the world; the pilgrim of being,
When I close myself for other, I am nothing;
Take me out from my selfish world,
Help me to open the door of my world to others around me,
Oh Lord, I grateful to you,
You make my life as a blank sheet
Where I have to fill in with my own personal history
The silver party of my birth day
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Viver Assis: nas pegadas de Francisco e Clara de Assis
No dia 6 de Agosto de 2010, às 21h00, um grupo de peregrinos: 4 Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, 2 Frades Menores, nós os postulantes e alguns jovens franciscanos partimos numa aventura em direcção a Assis. A viagem foi longa por isso tivemos que dormir no autocarro ao longo do caminho. Graças a Deus, pelas 10h00 (hora italiana), chegámos bem-dispostos ao lugar destinado. Esta peregrinação teve com intenção saborearmos as maravilhas de Assis, com o lema «viver Assis, nas pegadas de Francisco e Clara de Assis». Assis é uma cidade medieval encantadora. É o berço da ordem franciscana, onde Francisco e Clara de Assis contemplavam as maravilhas de Deus na vida de oração e que partilharam com os seus irmãos. Mais tarde alargaram-se por todo o mundo. Fiquei muito feliz por ter participado nesta peregrinação de jovens franciscanos portugueses rumo às origens. Na eucaristia, presidida pelo Fr. Pedro Cabral OFM, ele partilhou connosco a importância de São Francisco na história contemporânea e ao mesmo tempo, o diácono Fr. Pedro Santos OFM interpelou-nos com a pergunta «porque viemos a Assis?» No fundo, a questão que foi posta pelo Fr. Pedro Santos foi respondida com o hino ali composto pelos jufristas: 1. Palavras escritas, que voltam a ser vividas, Marcas de um rumo certo gravadas num livre aberto Refrão: Se esperas que o dia nasça em ti, ousa partir para viver, rumo às origens com a palavra, em Assis eu quero ser... 2. Com Francisco e Clara ousamos sentir sinais, Em claros gestos de amor unidos numa só cor Dia 9 de Agosto ’10 Bom dia alegria com Deus no coração: Dia do perdão, Porciuncula. Apesar do cansaço que tivemos ao longo da viagem e da perturbação das irmãs melga e pulga que não nos deixaram dormir, o Senhor concede-nos mais um lindo dia para nos encontrarmos com a Sua mãe, Ela que é também a nossa mãe, Nossa Senhora dos Anjos na capelinha da Porciúncula. Vamos louvá-la dizendo: “Nós te saudamos Maria, nós te saudamos Maria, nós te saudamos ó Mãe!” (cântico) Depois de tomarmos o pequeno-almoço e feita a oração da manhã, caminhamos em direcção à Basílica ou santuário de Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula. Aí houve um momento de catequese sobre a Basílica, dado pelo Fr. Pedro Santos. Foi aqui que Francisco pediu ao Papa para conceder a indulgência de perdoar todas as manchas do pecado às pessoas que entram nesta capelinha. Mais tarde, esta indulgência espalhou-se por todas as igrejas. Em seguida, visitámos a capelinha, o museu e alguns fizeram compras na loja do santuário. É uma capelinha lindíssima, assim como o museu e todo o edifício, mas mais do que tudo é um lugar de oração. Sim, é um santuário onde um mar de gente se refugia para estar com Nossa Senhora. Ela com o seu coração maternal está sempre disposta para abraçar todos os filhos que andam dispersos, sobretudo no dia do perdão de Assis. Tivemos a graça de celebrarmos a eucaristia numa das capelas do Santuário, a Capelinha de Santa Clara. Foi presidida pelo Fr. Paulo Brandão. Após isto, regressámos ao nosso cantinho, que é uma casa paroquial, localizada em frente á casa de postulantado das Irmãs Franciscanas de Santa Filipa Mareri, em Costano. Dia 10 de Agosto ‘10 Bom dia alegria com Deus no coração: Ermo de São Francisco, Cárceris. Lembramos nos de que todos nós somos peregrinos de sentido da vida e estrangeiro neste mundo. Portanto, temos de procurar o nosso caminho a seguir; o caminho que nos torna felizes para sempre, que nos conduz à eternidade. Todos os dias andamos cansaços e fatigados à procura das felicidades vãs que este mundo nos apresenta. Apesar de alguns dizerem que a felicidade se encontra na riqueza, no poder, no dinheiro etc. Não é esta a nossa meta. Mas sim, mais do que tudo, a felicidade é um estado de alma onde cada um de nós vai descobrindo na nossa vida diária. Senhor caminha connosco nesta subida à Tua casa: ermo de São Francisco, em busca da nossa felicidade que permanece para sempre. Logo de manhãzinha, como peregrinos, cada um parte com a sua mochila às costas levando um pedaço de pão e uma garrafa de água. Subimos ao monte Cárceri ou ao ermo de São Francisco. O percurso pedestre de 4km foi feito com o entusiasmo de seguirmos os passos do santo. Pouco importa o cansaço, o suor, a fome e a sede que tivemos. No monte subasio visitávamos o convento. É curioso que as portas do convento têm muito presente a passagem do Evangelho: “Em verdade vos digo que dificilmente um rico entrará no reino do céu. Repito-vos: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no reino do céu”. ( Mt. 19: 23-24) Na mata, no altar de São Francisco, o Fr. Nicolás OFM fez uma partilha muito interessante sobre a vida do santo. Porque é que Francisco é muito importante? Ele realçou que Francisco teve uma relação muito íntima com o Senhor, pois, teve a ousadia de escutar e contemplar as coisas do alto. Francisco deixa a cidade de Assis para estar com o Senhor neste lugar. Depois, regressa à cidade para partilhar com os seus irmãos. Sim, Cárceri é um lugar maravilhoso que se proporciona para estar na intimidade com o Senhor da vida, pelas árvores, as pedras, as cascatas, a voz dos pássaros, a irmãzinha melga e pulga que animam este lugar tão sagrado para Francisco. Até, o santo rezava muitas vezes: “Meu Deus e meu tudo” (Deus meus et omnia). Depois da partilha, cada um e cada uma teve oportunidade para estar sozinho no silêncio, para saborear as maravilhas de Deus neste monte santo. Pelas 16h00 celebrámos a eucaristia numa capelinha na mata. Dia 11 de Agosto ‘10 Bom dia alegria com Deus no coração: Santuário São Damião e Basílica de Santa Clara. Neste dia tão festivo, vamos louvar o Senhor com os cânticos de júbilo com as irmãs clarissas que hoje celebram a festa de santa Clara. Como ela nos diz: “ Fixa o teu olhar no espelho da eternidade, deixa a tua alma banhar-se no esplendor da sua glória e une o teu coração Àquele que é encarnação da essência divina, para que contemplando-o, te transformes inteiramente na imagem da Sua divindade” (3 CCL). Boas festas irmãs! A manhã deste dia foi passada no Santuário de São Damião. Tivemos a sorte de ouvirmos a partilha da Ir. Ana Peru sobre a vida de Santa Clara. Ela interpelou-nos com algumas perguntas que foram tiradas do Evangelho: - Qual é o teu tesouro e a tua pérola? - O que é que está disposto a vender para comprar o tesouro? No meu ponto de vista, esta questão é baseada na nossa vida diária. A nossa sociedade está numa cultura do ter mais (dinheiro, poder, carro de marca, casar etc). Estamos a viver uma cultura hiperprodutiva e hiperactiva, e o resultado desta hiperactividade e hiperprodutividade evidencia-se no progresso de desconhecimento de nós mesmos. É a tendência humana de querer possuir tudo, até não nos deixarmos guiar pelas palavras de Deus. Estamos presos com o materialismo, o hedonismo e o secularismo. Portanto, como diz Santo Agostinho: “a minha alma não descansará enquanto não repousar em Ti”; mas o crer do homem é bastante diferente: a minha alma não descansará enquanto não dormir em cima das riquezas materiais (poder, dinheiro, e coisas), diz o homem desta época. Por isso, a explicação da irmã Ana Peru foi como uma luz que temos de utilizar para fazer exercício à nossa vida quotidiana. Nós tivemos o privilégio de celebrar a santa missa numa das capelas do santuário. Em seguida, visitávamos algumas partes do convento como a capelinha de são Damião onde Francisco ouviu o chamamento de Cristo, a capelinha de Santa Clara e o dormitório da Santa, sobretudo o lugar onde a Santa morreu. Na parte da tarde, estivemos na Basílica de Santa Clara, onde se encontra o verdadeiro Crucifixo de São Damião, o qual falou a Francisco: “Vai, Francisco e constrói a minha casa que, como vês, cai em ruínas”. Na mesma hora visitávamos o túmulo da Santa e pudemos ver outros objectos que têm a concordância com a vida da Santa e do Santo. Quando regressámos a Costano, passámos pela capela de um antigo convento beneditino em Umbria, onde Santa Clara se refugiou depois de São Francisco a consagrar a Deus num gesto simples de cortar o cabelo na capelinha de Porciuncula. Dia 12 de Agosto ‘10 Bom dia alegria com Deus no coração: Assis; seguimos as pegadas de São Francisco. Hoje é um dia tão belo que o senhor nos dá, pedimos a graça do Senhor, para que possamos seguir as pegadas de São Francisco nesta cidade que é o berço da ordem franciscana. Como Francisco louvá-lo dizendo: "Senhor, tu és o bem, todo o bem, sumo bem, senhor Deus, vivo e verdadeiro ” Saímos de Costano de autocarro rumo a Assis. Dividimo-nos em grupos e percorremos todos os passos de São Francisco: Rocha maior - é um lugar onde Francisco viveu a sua vida de cavalheiro e dali partiu para a batalha contra Perúsia; Praça comum - onde Francisco se despiu e entregou as vestes ao pai Bernardone e dizendo-lhe: “de hoje em diante, o meu pai não é Pedro Bernardone mas o meu pai que está no céu”; A igreja nova - foi a casa de Francisco, onde ele nasceu e ali se encontra a cela onde o pai o prendia, tal como ao lado da igreja podemos visitar o oratório do santo; Basílica de Santa Clara - onde estão guardados os restos mortais da santa e o verdadeiro crucifixo de São Damião; Igreja de São Rufino - onde nasceu Santa Clara e ali se encontra a pia baptismal, onde se diz que ambos foram baptizados. A nossa última meta foi a Basílica de São Francisco - onde estão guardados os restos mortais do santo (cripta de São Francisco). Nem imaginamos quantas pessoas que em cada dia percorrem as pegadas do santo, sejam peregrinos ou turistas. As pessoas distinguem-se com o símbolo único de são Francisco “TAU”. Foi uma graça ter celebrado a santa eucaristia numa das capelas da Basílica, nomeadamente a capelinha de Santa Catarina. A missa foi presidida pelo Fr. Paulo Brandão. Tivemos o privilégio de visitar algumas partes do Sacro Convento, como o claustro, a capelinha românica, e o refeitório dos frades. Nesta tarde alguns foram fazer as compras nos arredores da Basílica. Neste dia jantámos Pizza italiana na praça da Basílica Inferior e regressámos a Costano às 23h00. Dia 13 de Agostos ‘10 Bom dia alegria com Deus no coração: Monte Alverne; o santuário dos franciscanos Antes de regressarmos para a nossa casa, vamos subir ao calvário dos franciscanos, onde o Senhor gravou no corpo do seráfico pai são Francisco as Suas chagas. Neste lugar sagrado, pedimos ao senhor, por intercessão do santo para que possa marcar na nossa vida de cada dia os seus sinais. Depois de tomarmos o pequeno-almoço, fizemos limpeza à casa que nos acolheu e pelas 10h00 continuámos a nossa viagem rumo ao Monte Alverne. Chegámos lá com um dia lindo e o céu quase limpo. Fomos visitar a gruta de São Francisco e a Capelinha dos Estigmas. De repente o céu estava fusco e caiu uma chuvada. Todos nós ficámos molhados! Alguns disseram que o cântico das criaturas ficou completo. Em Assis; as irmãs melgas e pulgas não nos deixaram dormir, o calor sufocou-nos. Graças ao Senhor, o irmão vento cobriu-nos com a sua brisa, e hoje, a irmã água limpa-nos de todo o suor que tivemos ao longo da nossa peregrinação. Alguns risos de contraditório surgiram; ainda falta uma, a irmã morte. É verdade! Mas sim, a irmã morte é um mistério que nós não sabemos. É o mistério de Deus. Portanto, nas Tuas mãos entregamos toda a nossa vida. Demos graças a Deus por termos sido acolhidos no centro de juventude, ao lado do santuário. Ali almoçámos e houve um momento de catequese, no qual e como uma lembrança da peregrinação, cada um recebeu o novo testamento, recordando o gesto que foi feito por Francisco ao abrir três vezes a Sagrada Escritura e que de seguida entregou aos irmãos Masseu, Leão e Ângelo. A eucaristia foi celebrada na capelinha de Santa Clara. Não houve homilia, mas o celebrante pediu a cada um e cada uma para fazer uma pequena avaliação sobre a peregrinação. Foi curioso que todos nós ficámos satisfeitos e manifestámos a nossa gratidão aos assistentes. Foram impecáveis, desde a cozinha até ao altar da eucaristia. Portanto, os assistentes merecem o nosso aplauso e parabéns! Às 22h00, saímos do Monte Alverne em direcção a Portugal. Fizemos a mesma viagem como na ida e graças a Deus, chegámos a Leiria com entusiasmo. Para que não esqueçamos esta experiência, que foi tão maravilhosa, os assistentes ofereceram-nos um TAU em forma de coração com a imagem da capelinha de Porciúncula, como símbolo do que sempre vamos recordar no nosso coração. Sim, todos nós experimentámos e seguimos passo a passo as pegadas de São Francisco e Santa Clara de Assis. O povo diz: "a experiência é um bom mestre". Portanto, vamos viver na nossa vida diária o que sentimos e experimentámos em Assis, porque a experiência que tivemos não foi uma experiência de turistas, mas sim, uma aventura de vida em busca da nossa felicidade. Como o hino que cantámos: «em Assis eu quero ser…», poderíamos dizer que não só em Assis, mas que na nossa vida quotidiana queremos ser. Com o exemplo de São Francisco que cria uma relação íntima com Deus e toda a criatura, também nós queremos ser uma florinha (semente) de Francisco, para anunciar o Evangelho de Cristo no carisma franciscano e levar a mensagem de Francisco a toda agente: irmão, o Senhor te dê a Paz! PAX ET BONUM
Publicada por
Afmend Sarmento
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16:24
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